sexta-feira, 2 de março de 2012

"Heraldo, a cor e a alma" - Demétrio Magnoli

A retratação, obtida por meio dos tribunais, circula na imprensa e na internet. Nela o blogueiro Paulo Henrique Amorim retira cada uma das infâmias que assacou contra o jornalista Heraldo Pereira, apresentador do Jornal Nacional e comentarista político do Jornal da Globo. No seu blog, entre outras injúrias, Amorim classificou Heraldo como "negro de alma branca" e escreveu que o jornalista "não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde".

Confrontar o poder, dizendo verdades inconvenientes às autoridades - na síntese precisa do intelectual britânico Tony Judt, é essa a responsabilidade dos indivíduos com acesso aos meios de comunicação. Amorim sempre fez o avesso exato disso. 

A adulação, reservada às autoridades, e a injúria, dirigida aos oposicionistas, são suas ferramentas de trabalho. Não lhe falta coerência: ao longo das oscilações da maré da política, do governo João Figueiredo ao governo Dilma Rousseff, sem exceção, ele invariavelmente derrama elogios aos ocupantes do Palácio do Planalto e ataca os que estão fora do poder. Às vésperas da disputa presidencial de 1998, no comando do jornal da TV Bandeirantes, engajou-se numa estridente campanha de calúnias contra Lula, que retrucou com um processo judicial e obteve desculpas da emissora. Há nove anos, desde que Lula recebeu a faixa de Fernando Henrique Cardoso, o blogueiro consagra seu tempo a cantar-lhe as glórias, a ofender opositores e a clamar contra o jornalismo independente. Funciona: a estatal Correios ajuda a financiar o blog infame.

Amorim não tem importância, a não ser como sintoma de uma época, mas a natureza de sua injúria racial tem. "Negro de alma branca", uma expressão antiga, funciona como marca de ferro em brasa na testa do "traidor da raça". No passado serviu para traçar um círculo de desonra em torno dos negros que ofereceram seus préstimos interessados ao proprietário de escravos ou ao representante dos regimes de segregação racial. Hoje, no contexto das doutrinas racialistas, adquiriu novos significados e finalidades, que se esgueiram em ruelas sombrias, atrás da avenida iluminada da resistência contra a opressão. Brincando com a Justiça, Amorim republica no seu blog um artigo do ativista de movimentos negros Marcos Rezende que, na prática, repete a injúria dirigida contra Heraldo. Custa pouco girar os holofotes e escancarar o cenário que a infâmia almeja conservar oculto.

O líder africânder Daniel Malan, vitorioso nas eleições de 1948, instituiu o apartheid na África do Sul. Amorim e Rezende certamente não o classificariam como "branco de alma negra", pois uma "alma negra" não seria capaz de fazer o mal e, mais obviamente, porque Malan não traiu a sua "raça". Sob a lógica pervertida do pensamento racial, eles o designariam como "branco de alma branca", embutindo numa única expressão sentimentos contraditórios de ódio e admiração. Como fez o mal, o africânder confirmaria que a cor de sua alma é branca. Entretanto, como promoveu os interesses de sua própria "raça", ele figuraria na esfera dos homens respeitáveis. William Du Bois (1868-1963), "pai fundador" do movimento negro americano, congratulou Adolf Hitler, um "branco de alma branca", pela promoção do "orgulho racial" dos arianos.

Confiando numa suposta imunidade propiciada pela cor da pele ou pelo seu cargo de conselheiro do Ministério da Justiça, Rezende converteu-se na voz substituta de Amorim. No artigo inquisitorial de retomada da campanha injuriosa, ele não condena Heraldo por algo que tenha feito, mas por um dever que não teria cumprido: o jornalista é qualificado como "um negro da Casa Grande da Rede Globo", que "não dignifica a sua ancestralidade e origem" pois "nunca fez um comentário quando a emissora se posiciona contra as cotas". No fim, os dois linchadores associados estão dizendo que Heraldo carrega um fardo intelectual derivado da cor de sua pele. Ele estaria obrigado, sob o tacão da injúria, a subscrever a opinião política de Rezende, que é a (atual) opinião de Amorim.

O epíteto lançado contra Heraldo é uma ferramenta destinada a policiar o pensamento, ajustando-o ao dogma da raça e eliminando simbolicamente os indivíduos "desviantes". O economista Thomas Sowell produziu uma obra devastadora sobre as políticas contemporâneas de raça. Ward Connerly, então reitor da Universidade da Califórnia, deflagrou em 1993 uma campanha contra as preferências raciais nas universidades americanas. José Carlos Miranda, do Movimento Negro Socialista, assinou uma carta pública contra os projetos de leis de cotas raciais no Brasil. Sowell é um conservador; Connerly, um libertário; Miranda, um marxista - mas todos rejeitam a ideia de inscrever a raça na lei. Como tantos outros intelectuais e ativistas, eles já foram tachados de "negros de alma branca" pela Santa Inquisição dos novos arautos da raça.

A liberdade humana é a verdadeira vítima dos inquisidores do racialismo. Mas, e aí se encontra o dado crucial, essa forma de negação da liberdade opera sob o critério discriminatório da raça, não segundo a regra do universalismo. Se tivesse a pele branca, Heraldo conservaria o direito de se pronunciar a favor ou contra as políticas de preferências raciais - e também o de não opinar sobre o tema. Como, entretanto, tem a pele negra, Heraldo é detentor de uma gama muito menor de direitos - efetivamente, entre as três opções, só está autorizado a abraçar uma delas.

Sob o ponto de vista do racialismo, as pessoas da "raça branca" são indivíduos livres para pensar, falar e divergir, mas as pessoas da "raça negra" dispõem apenas da curiosa liberdade de se inclinar, obedientemente, diante de seus "líderes raciais", os guardiões da "ancestralidade e origem". Hoje, como nos tempos da segregação oficial americana ou do apartheid sul-africano, o dogma da raça prejudica principalmente os negros.

DEMÉTRIO MAGNOLI - é sociólogo e doutor em geografia humana pela USP. 

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FETOFOBIA E OBSCURANTISMO - Percival Puggina

O número de vítimas causadas por todas as discriminações odiosas, somadas e multiplicadas por mil, não se aproxima da carnificina causada pela fetofobia. Estima-se que ela produza, no mundo todo, cerca de 50 milhões de execuções/ano (algo como oito holocaustos a cada 365 dias, ou 2500 jamantas carregadas de fetos). Trata-se, portanto, de um mal a exigir severas medidas restritivas à sua propagação. A fetofobia vai direto da tolerância ao ato. Da teoria à prática. Ela discrimina e mata implacavelmente aqueles contra os quais se volta. Como não tem justificativa moral, insinua-se mediante raciocínios sofistas e capciosos. Outro dia, um fetofóbico, indignado, acusava os defensores da vida de se fundarem em princípios e convicções. Tinha razão. A promoção do aborto só se sustenta no contexto oposto, no contexto dos palpites que caracterizam o relativismo moral e o hedonismo mais rasteiro. Se princípios e valores não servem para discutir o respeito à vida humana, tampouco servem à Política, ao Direito e à Justiça, bem como à Saúde e à Educação. E assim se esclarece muita coisa. 

Todos conhecem a frase do Goebbels sobre a mentira incansavelmente repetida. Mas o que ele ensinou vale, também, para a insistente negação da evidência e para a repetição da tolice. "O Brasil é um país laico!", proclamam os fetofóbicos como se tivessem atingido a epifania do saber. E daí? Significará isso que qualquer convicção moral, qualquer constatação científica, qualquer reflexão filosófica que coincida com uma afirmação religiosa deva ser banida do catálogo das ideias e expurgada de todo debate civil? Mas é inútil contestar os piores cegos e surdos, que não querem ver, nem ler, nem ouvir. Amanhã, os fetofóbicos estarão repetindo, goebbelianamente: "O Brasil é um país laico. Oba, legalizemos a chacina!". 

Ninguém precisa ter lido Julien Freund para perceber, em si mesmo, que as dimensões do ser humano - a política, a religiosa, a cultural, a econômica, a ética e a artística - convivem, necessariamente, umas com as outras. Dar cartão vermelho a qualquer delas, abortando-a do espaço público, como pretendem fazer com a dimensão religiosa, contraria a natureza humana. Por isso, é aberração só ensaiada nos totalitarismos, como a experiência dos povos demonstra derramando exemplos sobre a mesa da História. Houvesse busca sincera da verdade, o que aí está dito bastaria. Mas a fetofobia não se segura. Ela voltará aos mesmos "argumentos", dos quais se deduz que: a) a separação entre Igreja e Estado deve aprisionar em um gueto a cidadania das pessoas de fé; b) quaisquer valores em que se perceba o perfume de alguma religião devem ser barrados na porta dos parlamentos e tribunais por vício de origem; c) o feto é coisa inútil - arrancado aos pedaços nada sente; e d) só pode opinar sobre temas de interesse público quem não tiver convicção alguma. 

Tanta tolice precisa substituir argumentos por adjetivos. Então, ser contra o aborto é fundamentalismo e defender a vida é obscurantismo. Tão lógico quanto isso. Quero louvar, a propósito, a firmeza dos congressistas evangélicos (onde andam os católicos e a CNBB?), acusados pelos fetofóbicos de pretenderem fazer refém ao governo. É como se o governo pudesse ficar - e como fica! - refém de qualquer bando, de quaisquer negocistas, de quaisquer corporações ou grupos de interesse. Mas será demasiadamente subjugado, o governo, se aceitar pressões em defesa da vida.

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A ENTREGA DAS ARMAS DE JOELHOS E SEM LUTA - Geraldo Almendra

É muito mais grave do que aparentemente estão sendo percebidas pela sociedade, as consequências diretas do lamentável incidente envolvendo os clubes militares e o desgoverno petista.
 
Os Clubes Naval, Militar e da Aeronáutica, após publicarem um manifesto se posicionando sobre as sórdidas e públicas agressões contra as Forças Armadas contidas nos discursos das Ministras Eleonora e Maria do Rosário, foram obrigados, por ordem direta da presidente da República ao Comandante do Exército, conforme divulgado na mídia, a desautorizarem seu próprio manifesto através de uma nota covardemente sucinta, além de retirarem seu manifesto de suas páginas na internet.
 
Com este evento justificam-se os pejorativos que o submundo lesa-pátria do PT qualifica os militares, especialmente os herdeiros históricos do Regime Militar: “milicos de merda”. Todos os que não merecem serem assim designados estão com seus uniformes impregnados do cheiro apodrecido dos outros.
 
Temos sido testemunhas da criminosa, sistemática e covarde perseguição, especialmente durante as gestões de desgovernos petistas, que são imputadas às Forças Armadas, tudo sendo feito com a inexplicável e espúria omissão da geração de comandantes pós-regime militar e, mais grave ainda, sem qualquer manifestação de contrariedade dos grupos sociais organizados, que assistem as Forças Armadas serem humilhadas, depauperadas, aviltadas e perseguidas com o claro objetivo de validar perante a opinião pública a covarde criminalização de todos os que lutaram contra o sórdido comunismo que, a pedido da própria sociedade, foi combatido pelo Regime Militar.
 
Com esse recuo definitivo das Forças Armadas diante da transformação do Brasil em um Paraíso de Patifes, e o poder público em um covil de bandidos que têm como meta principal ficarem milionários com a contumaz prática do ilícito e humilhar as Forças Armadas para evitar uma quase impossível reação, a mensagem clara e inequívoca que a sociedade civil recebe é a de que o PT pode continuar fazendo o que bem entender durante seu projeto de poder, que terá a retaguarda das “novas” Forças Armadas como protetoras em segundo plano das quadrilhas organizadas que assumiram o poder público do país.
 
Esse inequívoco ato de covardia, de falta de dignidade, de honra e de patriotismo, representado pela obediência a uma ordem de desautorização de um justo e legal manifesto, fará da “Comissão da Verdade” as portas de entrada de um Tribunal Petista para criminalizar, julgar, mandar prender e condenar todos os que, por ordens superiores, defenderam o país durante o Regime Militar.
 
Muito em breve seremos testemunhas da colocação em prisões federais na condição de bandidos os militares e civis condenados pela “Comissão da Verdade”, enquanto milhares de terroristas assassinos e seus cúmplices curtem suas milionárias indenizações e pensões vitalícias, e centenas de escândalos de corrupção denunciados e provados durante os desgovernos petistas vão para o limbo do esquecimento “jurídico” de uma sociedade que cada vez mais se mostra omissa, hipócrita, prostituída, covarde, leviana e corrupta, uma sociedade dominada pelo Regime Fascista do PT com a cumplicidade de milhares de esclarecidos canalhas de todas as classes sociais, tudo fruto da criminosa deformação cultural e educacional promovida pelos sórdidos fraudadores da Abertura Democrática.
 
Está escancarado o Regime Fascista Civil que comanda o país, dominado por uma corruptocracia “democrática”, em que é possível fazer apenas o que a presidente da República permitir.
 
Bem antes de 2014 a “primeira parte” do projeto de poder do PT acaba de tomar forma, com o Poder Executivo comandando os outros poderes da nova República da Corruptocracia com a salvaguarda das Forças Armadas, agora prontas para defender o mais sórdido poder público de nossa história, com suas armas, se for necessário, apontadas para quem quiser lutar contra a hegemonia dos covis de bandidos que dominam o poder público.
 
Temos certeza que o PT nunca previu que fosse tão fácil transformar o Estado de um país continental, com seus poderes “federativos” totalmente aparelhados em natural habitat de Covis de Bandidos, e seus Tribunais Superiores em fiadores da máfia da corrupção petista dentro do poder público, em um Paraíso de Patifes.
 
O que resta aos Clubes Militares? – Terem a dignidade e a honra – se ainda restarem alguma – de fecharem suas portas ou entregarem suas estruturas administrativas para também servirem de aparelhamento do empreguismo petista, com seus atuais ocupantes retirando-se para suas vidas privadas de aposentados, pois se mostraram incapazes de dignificar e proteger o ideário dos militares que honram as fardas que vestem, mesmo que simbolizado apenas nas suas “medalhas” presas nas suas vestes eventuais que disfarçam suas almas e corpos agora serviçais ou lacaios do Regime Fascista Civil que comanda o país.
 
Geraldo Almendra- é Economista, Consultor e Professor de Matemática.

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MAIS UMA VEZ MANIFESTA-SE O MEDO SR JOSÉ DIRCEU - Paulo Chagas

Desta feita, tira-lhe o sono e a tranqüilidade o “Manifesto dos Clubes Militares”.
 
Excluído da atividade política por iniciativa de seus semelhantes, o Sr Dirceu personifica todas as mazelas que fazem desacreditar o Legislativo brasileiro! Com que moral critica agora a opinião dos Clubes Militares e as atitudes da mídia que lhes dá algum espaço? Com que moral um “amante da tirania” os chama de “viúvas da ditadura”?
 
Será que ele pensa que todos os brasileiros são idiotas como os que ele e os corruPTos que o cercam trazem a soldo de pratos de comida? Será que ele pensa que o Brasil esclarecido ainda não se apercebeu do engodo do discurso e das posturas de campanha e de posse da Sra Rousseff?
 
É publico e notório o desvio de atitudes e a empulhação contidos nas mudanças de ministros, de diretrizes e de atitudes do governo Dilma, herdeiro daquele que enxovalhou a imagem do Brasil como um paraíso da corrupção e comprometido com os ideais totalitários que levaram a presidente e suas companheiras de cela a pegar em armas contra o regime que hoje lhes dá liberdade para retomar os projetos de antanho.
 
Se saudosistas há neste imbróglio não são os militares da reserva ou da ativa, mas as terroristas do passado e suas admiradoras do presente!
 
Os Clubes Militares, expostos a ridículo papel, não se sabe por força de que argumentos, representam sim o pensamento de um grupo significativo de militares, se maioria ou minoria, isto não interessa, estamos, ainda, na vigência da democracia, o que, por todas as razões da história, irrita profundamente os que como o Sr Dirceu são visceralmente inimigos da liberdade de opinião, haja vista sua particular afeição pelos irmãos ditadores da ilha onde aprendeu as técnicas de subversão e onde mudou de cara para viver uma farsa e curtir sua “saudade” daquele paraíso totalitário.
 
Dirceu diz-se chocado com a atitude da mídia que dá difusão a manifestos de militares, minoria indigna e não abrangida pelos projetos de cooptação demagógica do PNDH-3 e, portanto, sem direito à opinião! Mais uma prova de que a democracia dos corruPTos não inclui a liberdade de imprensa e, mais dia menos dia, se as coisas não mudarem, como espero que mudem, será sumariamente substituída pelo Pravda ou pelo Granma Tupiniquim.
 
Ao mesmo tempo em que qualifica a mídia de “vivandeiras dos quartéis”, procura levar seus leitores a acreditar que os corruPTos dos governos em que milita fizeram algo mais pela defesa da Pátria além da retórica de planos e projetos que ainda não saíram nem se sabe quando sairão do papel!
 
Mais uma vez o chefe dos mensaleiros induz seus discípulos a desacreditar da liberdade de imprensa e a não reconhecer os militares como cidadãos, com direito a voto e participação na tal “vida cidadã” que tanto enche a boca da esquerda hipócrita que o tem como astro de primeira grandeza!
 
Para desespero do Sr Dirceu, as Forças Armadas são democráticas por natureza e continuam assim, graças a Deus e à sua vocação! Não poderia ser diferente, porque as Forças de hoje, queira ele ou não, continuam a ser as Forças de Sempre!

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Ministério e seleção: faltam craques


Carlos Chagas
Onde a seleção brasileira de futebol do técnico Mano Meneses e o ministério da presidente Dilma Rousseff se parecem? Na escalação. Porque jamais poderemos esperar sucesso na Copa do Mundo de 2014 com David Luiz, Marcelo, Sandro, Hernandez, Fernandinho, Hulk, Elias e outros de quem o torcedor jamais ouviu falar como craques.
No reverso da medalha, chegará o governo naquele mesmo ano à vitória nas urnas, funcionando com ministros que por caridade não vamos fulanizar, mas tão deslocados em suas funções como a maioria dos integrantes do time que deu vexame diante da Bósnia-Herzegovina?
No ministério, alguns bissextos craques continuam jogando mal, como Ronaldinho, Neymar e Julio César na seleção. É preciso que cada ministro, como cada jogador, ocupe a posição com as qual se encontra familiarizado e já brilhou, tendo demonstrado capacidade em seu clube de origem.
Apenas um exemplo, que aliás vem desde a posse de Dilma: Ideli Salvatti, Luis Sérgio e agora Marcelo Crivella tem alguma coisa a ver com a pesca? Jamais seguraram um caniço ou manipularam um anzol. Tem sido escalados apenas para acomodações partidárias, sem o menor compromisso com a performance de seu ministério.
A costa atlântica e os rios que cortam o Brasil são ricos em peixes que não precisam ser cuidados, carecem de pastos, vacinas, invernadas e até galinheiros. Dariam para alimentar nossa população inteira, mas há séculos que constituem refeição cara, inacessível a muita gente. Há tudo o que fazer no ministério da Pesca, mas, com todo respeito, não será com orações.
Com as exceções de sempre, multiplique-se essa situação pela maior parte do governo. Depois, não se reclame dos resultados eleitorais, assim como do fracasso no futebol…

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Charge do Alpino


Marcelo Crivella assumirá Ministério da Pesca

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Movimentações financeiras ‘atípicas’ de magistrados ficam fora de investigação (por enquanto)


Carlos Newton
O corporativismo falou mais alto, e o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve o Conselho Nacional de Justiça impedido de analisar dados contidos no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações financeiras “atípicas” de magistrados.
Na mesma decisão, Fux liberou a corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para prosseguir com parte das investigações sobre a evolução patrimonial de juízes e servidores do Judiciário. O órgão poderá verificar a declaração de Imposto de Renda apresentada aos tribunais e também a folha de pagamentos. Pelo menos, isso.
A investigação foi interrompida em dezembro, por liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski a pedido de associações de juízes. A decisão de Fux, divulgada quarta-feira, foi tomada a partir de um pedido feito no dia anterior pela corregedora do CNJ, ministra Eliana Calmon.
No ofício, ela argumentou que a tarefa rotineira do órgão de analisar declarações de renda e salários de juízes e servidores estava comprometida por conta da liminar de dezembro.
“Em face do teor do seu ofício acima declinado, poderá (a corregedora) prosseguir nas ‘inspeções que eram rotineiras antes da concessão da liminar’, reservada ao plenário do STF a apreciação da juridicidade da praxe noticiada”, escreveu Fux.
Segundo expectativa do ministro Fux, em abril o plenário do tribunal julgará se mantém ou não embargada a parte da investigação baseada em dados do Coaf. Se o plenário mantiver a decisão do ministro, isso significará que o Brasil ficará composto de dois tipos de cidadãos – os magistrados, cidadãos de classe especial e acima de qualquer suspeita, e os demais cidadãos.





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Charge ................Sponholtz


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O MPF, a Novilíngua e os quadrúpedes - FELIPE MELO


Li há pouco notícia de que o Ministério Público Federal ingressou com ação junto à Justiça Federal para tirar de circulação o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. O motivo alegado pelo procurador Cléber Eustáquio Neves é o de que o dicionário contém explicações que podem ser consideradas preconceituosas, racistas e que tais. Um dos exemplos apresentados pelo procurador é o seguinte:
“Ao se ler em um dicionário, por sinal extremamente bem conceituado, que a nomenclatura cigano significa aquele que trapaceia, velhaco, entre outras coisas do gênero, ainda que se deixe expresso que é uma linguagem pejorativa, ou que se trata de acepções carregadas de preconceito ou xenofobia, fica claro o caráter discriminatório assumido pela publicação [...]. Trata-se de um dicionário. Ninguém duvida da veracidade do que ali encontra. Sequer questiona. Aquele sentido, extremamente pejorativo, será internalizado, levando à formação de uma postura interna pré-concebida em relação a uma etnia que deveria, por força de lei, ser respeitada.”
Decerto isso não é culpa do procurador. Não mesmo. O que ocorre na verdade é uma concorrência de circunstâncias que acabaram atrapalhando o juízo do nobre “operador do Direito”: o caso configura-se como uma fina mistura de total ausência de casos realmente importantes em seu trabalho cotidiano com uma inegável incapacidade inata de compreender o que vem a ser metalinguagem. Nesse sentido, vou procurar auxiliar, muito humildemente, o procurador.
Metalinguagem é a linguagem que se utiliza para analisar outra, ou qualquer sistema de significação. Gramáticas e dicionários são, pois, formas de metalinguagem. Dessa forma, o objetivo da metalinguagem é esmiuçar os signos linguísticos e, assim, esclarecer seu significado de acordo com o contexto em que são utilizados. A metalinguagem não possui, a rigor, um caráter normativo, mas positivo: não impõe como as coisas devem ser, mas as analisa como são. Espero que o estimado procurador saiba a diferença entre normatividade e positividade, pois isso é crucial para entender minimamente a explicação que ora desenvolvo.
Portanto, quando um dicionário define que “cigano” pode ser utilizado com sentido pejorativo para designar um trapaceiro, um enganador ou coisa que o valha, o dicionário não está advogando que o termo esteja correto, muito menos inferindo que todo cigano seja trapaceiro ou enganador, mas apenas atestando o fato real de que a palavra é utilizada, em contextos pejorativos, nesse sentido. O dicionário objetiva a descrição dos efeitos, não a investigação das causas da linguagem.
Vejamos o caso de um outro dicionário, o Michaelis. Consultando pelo termo “preto” no dicionário, eis o que nos aparece (grifos meus):
preto¹
pre.to¹
(é) adv (lat vulg *prettu) ant O mesmo que perto.
preto²
pre.to²
adj 1 Diz-se da cor mais escura entre todas; negro. 2 Diz-se dos objetos que têm essa cor (a rigor, no sentido físico, o preto é a ausência de cor, como o branco é o conjunto de todas as cores). 3 Diz-se das coisas que, embora não tenham essa cor, são mais escuras em relação às da mesma espécie. 4 Pertencente à raça negra. 5 Diz-se dessa raça. 6 Escuro, sombrio. 7 Em má situação; difícil, perigoso: A coisa está preta. 8 TipDiz-se do material que, na impressão, apresenta traços relativamente grossos, carregados. sm1 Indivíduo da raça negra. 2 Escravo preto. 3 A cor negra. 4 Roupa negra. 5 Real de cobre, moeda antiga. P.-aça: V preto-aço. P.-aço: designação dos albinos, entre os negros. P.-e-branco: a) diz-se de um filme fotográfico que reproduz as cores naturais em tons de preto; b) diz-se de cópia fotográfica, de filme cinematográfico ou imagem de TV produzidos sem colorido; c) diz-se do aparelho de TV que reproduz imagem sem colorido. P.-mina, ant: escravo importado da Costa da Mina. P. muzungo: preto de raça nobre, ou algo civilizado. Falar mais do que o preto do leite: falar muito. Fazer do preto branco e do quadrado redondo (a sentença do juiz): frase com que as ordenações mostravam a infrangibilidade e a força das sentenças proferidas pelos juízes. Pôr o preto no branco: escrever, para não ficar só em palavras o ajustado; lavrar documento.
O dicionário esclarece que a palavra “preto” pode ser usada para designar tanto indivíduos pertencentes à raça negra quanto adjetivar coisas/situações complicadas, difíceis ou sombrias. Não há uma equivalência valorativa entre os termos; o dicionário sequer tenta realizar isso. O que há é tão-somente a descrição dos sentidos possíveis da utilização de um vocábulo específico de acordo com diversos contextos. Vejamos outras duas palavrinhas:
quadrúpede
qua.drú.pe.de
adj m+f sm (lat quadrupede) Que, ou o que tem quatro pés. sm 1 Mamífero que anda sobre quatro pés. 2 figHomem bruto, estúpido, tolo.
toupeira
tou.pei.ra
sf (lat talparia) 1 Zool Mamífero insetívoro (Talpa europaea), que vive em tocas debaixo da terra e cujos olhos são tão rudimentares que por muito tempo se consideraram como não existentes. Voz: chia. 2 Zool V cantarilho. 3 Pessoa de olhos muito miúdos. 4 Pessoa intelectualmente cega, ignorante, estúpida. 5 famMulher velha e andrajosa. 6 Pessoa mexeriqueira. 7 Pessoa que mina como a toupeira, conspirando ocultamente para subverter instituições.
Se alguém hipoteticamente viesse a chamar o egrégio procurador de “quadrúpede” ou “toupeira”, decerto que não se tentaria fazer crer que se trata de um mamífero de quatro patas que vive no subterrâneo e se alimenta de insetos (ainda que alguém pudesse pensar que isso fosse, no caso concreto, mais elogioso do que depreciativo). Essa pessoa estaria querendo dizer que o procurador em questão é um homem estúpido e intelectualmente cego. A culpa pelo uso pejorativo do termo não recai, todavia, no veículo que descreve e elucida a utilização dos vocábulos, mas naquela pessoa que os emprega com fins pejorativos.
Culpar o dicionário é o mesmo que processar por homicídio o atestado de óbito, e não o responsável pela morte.

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MERCADANTE EXCEDE SUA COTA DE BABAQUICE


Giulio Sanmartini
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) confirmou em 20/8/2009, a parlamentares petistas que ia deixar a liderança do PT no Senado. Mercadante faria um discurso no plenário da Casa na tarde daquele dia,  para anunciar a sua decisão de deixar a liderança.
O petista alegou, nas conversas com os senadores do partido, que não concordava com a postura da direção nacional da legenda que orientou o arquivamento dos 11 processos contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Ato continuo, avisou via Twitter a seus eleitores: “Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável”
Todavia, passados dois dias de sua “renuncia irrevogável”, valendo-se do mesmo meio, afirmou: “Errei ao dizer que anunciaria uma renúncia irrevogável, mas gostaria que vocês conhecessem as razões mais profundas que me levaram a rever essa decisão. Gostaria, se possível, que vocês lessem a carta que o presidente Lula me enviou” e mandou a carta do então presidente Lula: “Companheiro Mercadante, você me expressou sua indignação com a situação do Senado. Respeito sua posição, mas não posso concordar com sua renúncia à liderança da bancada do PT. A bancada e eu consideramos você imprescindível”.
Quer dizer, Mercadante além de demonstrar ser desprovido de caráter, revelou-se um grande babaca.
Mas a sua vida política prosseguiu protegida pela sombra da mediocridade petista. Em 2010, concorreu como candidato ao governo do estado de São Paulo pelo PT, sendo, porém, derrotado no primeiro turno por Geraldo Alkmin. Desempregado, foi acolhido pela boquinha, passando  a integrar o governo da “presidenta”, como ministro da Ciência, Tecnologia e Inavação até 18 de janeiro, quando foi convidado para assumir o Ministério da Educação, devido a saída do  Ministro Fernando Haddad, para concorrer a Prefeitura de São Paulo.
Pouco mais de um mês depois da sua posse, nessa quarta feira (29), Mercadante, foi ao Senado para participar de audiência pública da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Ele teve a coragem de atribuir ao tamanho do Brasil os problemas que marcaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As últimas edições do programa, que avalia a qualidade do ensino no país e garante aos estudantes que tirarem as melhores notas acesso às universidades públicas, foram marcadas por denúncias de irregularidades. “O MEC não tem culpa de o Brasil ser tão grande e tão diverso”.
Tem toda a razão o ministro, a culpa é dos brasileiros que elegeram os que o nomearam. Recomendo a ele não esquecer, que aturar babaquice tem limites e ele está chegando lá rapidinho.
(*) Texto de apoio: Ricardo Brito.
(*) Foto: A expressão do ministro da Educação diz tudo.




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O ministro da Saúde simplesmente nega o óbvio


Charles Carwal
Ao anunciar a possibilidade de evitar o chamado cheque caução para atendimento hospitalar, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, simplesmente nega o óbvio.
É claro que o governo está querendo endurecer as regras para os planos de saúde e hospitais, porque um de seus membros morreu por falta de atendimento. É apenas um jogo de cena.
Primeiro, para dar a ideia de que este governo é austero e está sensível aos problemas da saúde do brasileiro. Depois, porque a “burguesia” – como dizem os esquerdistas – é atendida nos melhores e mais caros hospitais do país, inclusive os nossos governantes, este últimos com as despesas pagas com o dinheiro suado do trabalhador assalariado.
Não passa de um engodo. A prova incontestável de que este governo do PT não está preocupado com a saúde dos mais carentes, é o caos que vemos no SUS-Sistema Único do Sofrimento. Frequentemente presenciamos as filas intermináveis, falta de médicos e equipamentos, a dificuldade para marcação de consultas, pessoas morrendo por falta de atendimento até mesmo em UTIs.
Por que o governo não é tão enérgico para resolver um problema da sua própria (in)competência? Se o governo alardeia aos quatros cantos de que o Brasil “cresceu” e está muito bem, somos a 6ª economia mundial, que está sobrando dinheiro ao ponto de fazer vultosas doações a ditadores, por que, então, não resolve um problema crucial que é a saúde do brasileiro?
É falta de vontade política ou perversidade?

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A CURRA


Ralph J. Hofmann
A fotomontagem deste artigo me trouxe à memória uma triste palavra dos anos 50-60. Curra.
Naquela época grupos de jovens se reuniam para arquitetar esquemas para atrair a lugares ermos jovens moças que eram agredidas sexualmente por um grupo de pessoas.
O assunto era desconhecido para mim no interior do Rio Grande do Sul até o famoso caso do assassinato de Aída Cury que foi atraída para um prédio no Rio de Janeiro a título de lhe serem devolvidas a bolsa e material escolar que lhe haviam sido arrebatadas e que foi levada ao último andar e agredida por dois jovens de 17 e 19 anos e um porteiro até desfalecer. Depois foi jogada do prédio. Os culpados levaram leves tapinhas na mão.
O interessante é que essas curras não eram só organizadas por rapazes. Havia moças que ajudavam a atrair a vítima ao abate. Fotos de curras publicadas pela revista  Manchete ou a Cruzeiro mostram meninas encorajando os rapazes e trocando carícias e beijos com os agressores, como se estivessem estimuladas pela violência.
A violência planejada nessas fotos não é contra indivíduos. O que vemos aqui é a volúpia do prazer ante a perspectiva da curra de todo um senado e todo um país.
Aparentemente é a cena antes da curra, e o ar de satisfação total depois do ato.
“Nunca tão poucos curraram tantos com tanta facilidade”. (*)
(*) Parafraseando Winston Churchill ao fim da Batalha da Inglaterra, derrotada a força aérea alemã referindo-se aos pilotos aliados (ingleses, franceses, poloneses, neo-zelandeses, australianos, tchecos, sul-africanos). “Nunca tantos deveram tanto a tão poucos”.




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CUTUCANDO DE VARA CURTA


Charge de Roque Sponholz e Texto de Giulio Sanmartini
No dia 21 de fevereiro passado, os militares da reserva, demonstraram não ter digerido a instalação da Comissão da Verdade, pois faz prever no seu comando, que as apurações serão unilaterais.
Por isso, os presidentes dos três clubes militares publicaram um manifesto censurando a presidente Dilma Rousseff e atacaram as ministras dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e da Secretaria das Mulheres, Eleonora Menicucci, por  críticas destas,  dirigidas à caserna.
A carta, embora assinada por oficiais da reserva, traduz a insatisfação de militares da ativa, que são proibidos de se manifestarem. Eles se queixam de Maria do Rosário por supostamente estar questionando a Lei da Anistia e da titular da pasta das mulheres por “críticas exacerbadas aos governos militares”.
Os militares reclamam que Dilma, como comandante em chefe das Forças Armadas, deveria ter repreendido suas auxiliares, e não ter aplaudido o discurso de posse da nova ministra das mulheres, endossando suas palavras supostamente contra a categoria. “Os Clubes Militares expressam a preocupação com as manifestações de auxiliares da Presidente sem que ela, como a mandatária maior da nação, venha a público expressar desacordo”, diz a nota.
Ao se queixarem da postura da ministra Maria do Rosário, os militares citam que ela deu declarações na qual “mais uma vez asseverava a possibilidade de as partes que se considerassem ofendidas por fatos ocorridos nos governos militares pudessem ingressar com ações na Justiça, buscando a responsabilização criminal de agentes repressores, à semelhança ao que ocorre em países vizinhos”.
Na nota, os presidentes dos clubes Militar, Naval e da Aeronáutica reclamam de Maria do Rosário alegando que “mais uma vez esta autoridade da República sobrepunha sua opinião à recente decisão do STF”, que rejeitou a revisão da Lei. “A Presidente não veio a público para contradizer a subordinada”, criticaram.
O governo determinou aos comandantes das Forças Armadas que os militares da reserva que assinaram nota com ataques à presidente Dilma Rousseff e ao ministro da Defesa, Celso Amorim, sejam punidos com advertência por ato de insubordinação.
Em texto divulgado na terça-feira (28), os oficiais reafirmaram ataques feitos por clubes militares a Dilma e disseram não reconhecer a autoridade de Amorim.
Mas o Governo Federal resolveu mostrar sua força e  determinou na manhã desta quinta-feira (1º de março) aos comandantes das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), que punam severamente os militares da reserva que assinaram nota com ataques pessoais à presidente Dilma Rousseff e ao ministro da Defesa Celso Amorim.
De acordo com as informações da Assessoria de Imprensa do Palácio do Planalto, tanto a presidente Dilma Rousseff quanto o ministro Celso Amorim querem que os militares sejam punidos com advertência por ato de insubordinação.
Não é uma boa atitude, pois a cada dia aumenta na opinião pública, o comparativo entre o governo militar e o governo corrupto petista.
O pior tolo é o que se pensa sábio, pode-se colocar nesse balaio de braços dados, a “presidenta” e o  imbecilizado Celso Amorim.




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Pensão dos Servidores: uma lei para gerar efeito daqui a 30 anos?


Pedro do Coutto
Através da reportagem de Cristiane Jungblut e Isabel Braga, O Globo publicou sozinho, edição de quarta-feira 29, a importante votação, pela Câmara dos Deputados, do projeto do governo que cria o Fundo de Aposentadoria Complementar dos Servidores Públicos. A foto que acompanha a matéria é de André Coelho focalizando a sessão noturna da véspera.
Francamente não sei porque a Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo não publicaram nada a respeito. O projeto foi aprovado com emendas, que não o descaracterizam, por 318 a 134 votos. Larga maioria, portanto. Vai agora ao Senado e depois à sanção da presidente Dilma Roussef.
Apresenta dois pontos de inflexão: termina, mas só daqui a 30 anos, com a aposentadoria integral dos funcionários, limitando-se ao teto pago pelo INSS, hoje na escala de 3 mil e 900 reais por mês. E institui a possibilidade de os servidores poderem assegurar a integralidade, porém condicionando tal hipótese e uma contribuição adicional de 8,5% sobre seus vencimentos.
Concretamente, os que assim optassem, passariam a ser descontados mensalmente em19,5%. A mim surpreende muito que a lei, pelo texto até agora aprovado, só venha a produzir efeito daqui a 30 anos, para as funcionárias e 35 para os funcionários. Por que isso? Simplesmente porque a mudança na legislação só abrange os funcionários que, a partir dela, ingressem no Serviço Público.
Trinta anos e trinta e cinco anos de atividade, pela Constituição, são as exigências em vigor para obtenção da aposentadoria.Uma lei só para começar a valer daqui a pelo menos 30 anos? Causa espécie. Nenhum governo até hoje, no mundo, instituiu qualquer lei com essa antecedência. E bom aguardar as emendas dos senadores.
Uma lei a longo prazo, inclusive, colide frontalmente com a clássica teoria de Lord Keynes, exposta em 1946 quando da criação do FMI e do BIRD: a longo prazo, disse ele, estaremos todos mortos. Keynes, estrela maior da conferência de Bretton Woods, era o representante do governo inglês, chefiado pelo primeiro ministro trabalhista, Clement Atlee, sucessor de Winston Churchill.
Entretanto, um aspecto da nova lei vale uma reflexão. O teto da aposentadoria passa a ser de 3 mil e 900 reais, igual ao da Previdência Social. Porém a contribuição, não. Aí surge, de plano, uma desigualdade. Os servidores públicos continuarão contribuindo com 11% de seus vencimentos e se, logicamente, quiserem a aposentadoria integral, passarão a pagar 19,5%. No outro lado da margem, os celetistas permanecem contribuindo no máximo com 424 reais, aos preços de hoje. Mas para onde irá a capitalização do desconto atual de 11% sobre os ganhos dos civis e militares?
É uma pergunta. Que induz a outra.Trata-se do seguinte. Cristiane Jungblut e Isabel Braga revelaram, com base em dados do Ministério da Previdência, que as aposentadorias e pensões do funcionalismo causaram um déficit de 60 bilhões de reais em 2011. Falso. O ministro Garibaldi Alves confundiu despesa com déficit. A despesa com os inativos foi essa, correspondendo a um terço da folha anual de vencimentos.
Mas os servidores contribuíram 11%, sem limite, durante 30 ou 35 anos. Qual o destino que o Tesouro Nacional deu a essa acumulada soma de dinheiro? A aposentadoria e a pensão são seguros sociais que vencem com número determinado de contribuições. Ainda por cima, o que dizer da cobrança desses mesmos 11% aos já aposentados? Estão pagando duplamente pelo mesmo direito constitucional. Um confisco claro.
Vamos debater os temas, mas sempre a partir da verdade. E o FGTS, que os servidores não possuem?





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A DESTRUIÇÃO DE UM PASSADO!

 Mais uma punhalada nas costas das Forças Armadas. O governo, que
tanto se gaba, se incensa de democrata, mais uma vez demonstra a que veio. Está aí
para implantar uma ditadura de esquerda e marcha, em passo acelerado, nesta
direção. É a confirmação de MARITAIN QUE DIZ: “ o governo que, devido à
concentração e hipertrofia de poderes, se transforma em governo arbitrário,
do tipo totalitário estático ou INESCRUPULOSO”. Vivemos o “ eu posso, eu
quero ou EU SOU O ESTADO DE LUIZ XIV”.  Só temos o Executivo. O resto é o
resto.
       Em atos públicos assistimos ministros tomando posse, gritando e
atacando as Forças Armadas, E A COMANDANTE EM CHEFE DELAS BATENDO PALMAS E NÃO
DEFENDO SEUS SUBORDINADOS, que é seu dever como Chefe da Nação, como se
ELAS (FORÇAS ARMADAS) fossem compostas de bandidos e assassinos. Parecem
vestais falando a um povo amortecido pelo medo e pela mentira.  Palmas às
carrancas feias dos ministros que entram, substituindo ladrões que saem,
como se fossem bustos, emblemas ou florões que se colocavam na proa de
navios para fazer medo aos inimigos. Há até, quem diga, que representam
verdadeiros leões de chácaras ou outras coisas não mais existentes nos
tempos atuais, como os cabarés.
       O problema é que a nossa sociedade brasileira, despreparada, não
entendeu que estamos na quarta geração de guerra (guerra assimétrica). Os
subversivos, terroristas e outros criminosos são estudiosos e compreendem
que este tipo de guerra é complexo e que o governo, quando a favor deste
tipo de guerra, torna ainda mais difícil a defesa da sociedade democrata,
pois defende criminoso como no exemplo de BATISTTI ou condena inocentes
como o FRANCENILDO.
       MAO foi mestre neste campo. Não dava muita importância ao tamanho do
Exército inimigo. Para ele o importante era ganhar a guerra no campo
psicológico de forma subjetiva. Foi aí que ele ganhou a guerra.  Aqui no
Brasil a sociedade democrata está perdendo a guerra por pensar que as Força
Armadas poderão ganhar a guerra SOZINHA, enquanto o povo é conquistado
psicologicamente para o lado da subversão. ELES ESTÃO DESTRUINDO A VERDADE
DO PASSADO E CRIAM A MENTIRA DO PRESENTE. Estão enchendo as burras de
dinheiro para ganhar a eleição de 2012.
       Eles, em qualquer parte do mundo, prometem o céu e a após a vitória
vem o inferno. Colocar o retrato de CHE GUEVARRA em repartição pública pode,
mesmo sendo ele um assassino frio e que mandou matar mais de 1.800 cubanos,
na palavra do jornalista LUIZ ORTEGA, mas colocar o retrato do General
Médici seria um crime por ser ele um homem de bem, mas contra a canalhada
esquerdista. Querem destruir tudo para criar o NOVO para eles.
Destruíram a sociedade brasileira, onde tudo é permissível. Não há mais
recato. A alcova é aberta para que os valores morais sejam pisados,
esmagados. Tudo é válido no sexo e assim as grandes civilizações foram
sendo substituídas. As MENSALINAS,  sinônimo de mulher adúltera promíscua,
dada a casos escandalosos, as PAMPADOUR ou as DU BARRY destruiram imperíos
e causaram a desgraça de seu povo. Aqui já estamos vendo isso nas capas das
revistas, nas casas das luzes vermelhas e em outras entrevistas que coloca
a nu o baixo nível da degenerecência moral. Escândalos envolvendo mulheres
bonitas, jovens e cheirosas já se torna comum na capital da República.
Tentam destruir a Igreja Católica, símbolo da Moral e pedestal da defesa da
MULHER MÃE E  NÃO DA MULHER SEXO. Ela, Igreja, se juntou aos destruidores
do velho para criarem o novo e agora vem o troco com toda a sua FORÇA.
Tirar a CRUZ das repartições públicas e escolas do governo, acabar com o
ensino religioso, aceitar o aborto, criar o casamento de pessoas do mesmo
sexo. A Igreja e a religião  apresentadas como como coisa  VELHA, o antigo,
o passado esclerosado e MARX, ROSA DE LUZEMBURGO, FIDEL são os novos DEUSES
que mudaram o mundo para melhor. Melhor? Melhor da fome, da falsa igualdade
e total ausência de LIBERDADE. CUBA é o País exemplo de DEFESA DOS DIREITOS
HUMANOS com as cadeias cheias daqueles que não pensam como eles, E O BRASIL
atacado por não defende os DIREITOS HUMANOS  E SUAS FORÇAS ARMADAS
apresentadas como toturadoras.  Aqui a COMISSÃO DA VERDADE e lá, quando vão
tomar a benção ao  pai FIDEL. choram por não ser ele brasileiro.
HIPOCRISIA.
Querem destruir as FORÇAS ARMADAS e estão conseguindo. Não é tirando armas
e sim, destruindo consciências. Cada discurso oficial ataques aos
“torturadores” e se engradecem como símbolo da” liberdade”, apresentado-se
como lésbica,  bisexual e outras coisa mais e os presentes batendo palmas.
Tudo é um teatro para dividir ainda quem se matem unido e salvo da desgraça
do comunismo. Agora, é preciso entregar O ENSINO AO MINISTÉRIO DA DEFESA,
seguindo o ensinamento de MAO. Conquistar as mentes.

A reação dos Clubes Militares, baseada na lei Itamar Franco, foi uma ação
justa  na defesa da diginidade dos que morreram na defesa da democracia  e
o GRUPO GUARARAPES comunga os mesmos ideais e assinaria embaixo, se fosse
possível. Eles, os esquerdistas, fizeram a provocação de propósito. Deve
ter sido planejado. Sabiam que veria uma reação. Foi bom que a esquerda
ficasse toda erriçada, pois ficou conhecendo que ainda ESTAMOS VIVOS.
O problema é não dar  importância a quem não presta. Não dar crédito à
pessoas que não sabem ter o mínimo de recato, sentimento de vergonha,  que
ferem a decência, a honestidade ou a modéstia; pejo, acanhamento, timidez;
vergonha, tudo ligado a atos ou coisas que degradam o ser humano.  Devemos
ter cuidado  para não se misturar com a ralé sem moral, pois somos bem
melhores do que eles, que só sabem mentir. Devemos, sim, procurar nos
engrandecer, nos afastar de terroristas, degenerados, guerrilheiros,
ladrões da coisa pública.

NA GUERRA DA QUARTA GERAÇÃO (GUERRA ASSIMÉTRICA) GANHA QUEM TEM
INTELIGÊNCIA E DIGNIDADE. ISTO SOBRA NAS FORÇAS ARMADAS E FALTA NO GOVERNO
PODRE QUE VEM HÁ MAIS DE OITO ANOS ROUBANDO O PAÍS, CUJO CHEFE JÁ É
POSSUIDOR DE UMA FORTUNA DE DOIS BILHÕES DE DÓLARES, PUBLICADO NA REVISTA
FORBE! ONDE A REVOLTA CONTRA LADRÕES  e LADROEIRAS?

QUANDO MAIS LONGE DA CANALHA MAIS NOS PROTEGEMOS DO CONTÁGIO INFECCIOSO.
INFECTADO É A MORTE. FUJAMOS DELA!

VIVA O CARNAVAL! VIVA A CAMIZINHA! VIVA A HIPOCRISIA!

VIVA A SACANAGEM, A DEVASSIDÃO, A LIBERTINAGE E A PUTARIA!

.VIVA A CORRUPÇÃO! VIVA OS CORRUPTOS!

ESTAREMOS SEMPRE SOLIDÁRIOS COM AQUELES QUE, NA HORA DA AGRESSÃO E DA
ADVERSIDADE, CUMPRIRAM O DURO DEVER DE SE OPOREM A AGITADORES E TERRORISTAS
DE ARMAS NA MÃO, PARA QUE A Nação não fosse levada à anarquia!.”


Gen. Ex. Walter Pires de Carvalho e Albuquerque.

HONRA AOS QUE MORRERAM PELA PÁTRIA!

“Os amigos não são os comensais de nossas festas, mas, os que se fazem
presentes em nossos momentos difíceis”!
NÃO ESQUEÇAMOS! OS QUE SE FAZEM AMIGOS HOJE SÃO E SERÃO SEMPRE NOSSOS
INIMIGOS. ELES QUEREM A DISTRUIÇAM DAS FORÇAS ARMADAS E DA
DEMOCRACIA!

GRUPO GUARARAPES

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