sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O falso Paraiso chamado Dubai !!


As coisas "boas e valiosas" pregadas pela modernidade e tão desejadas pela grande maioria das pessoas, são, na realidade, como castelos de areia edificados sobre as dunas: não resistem sequer às brisas que inexoravelmente sopram...


O xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, o soberano de Dubai, vendeu-a ao mundo como a cidade das Mil e Uma Luzes, uma Sangri-lá do Oriente Médio protegida das tempestades de areia que assolam a região.

É abril de 2009 e alguma coisa está mudando no sorriso do xeque Mohammed. Nessa terra do Nunca edificada num extremo do mundo, as
rachaduras começam a aparecer. Dubai é uma metáfora viva
do mundo globalizado neoliberal que pode estar desmoronando.
Entre os guindastes espalhados por toda parte, muitos estão
paralisados, como que perdidos no tempo, e há inúmeros 
canteiros de obras inacabados, num abandono completo.
A  canadense Karen Andrews chegou a Dubai quatro anos atrás.
O marido tinha conseguido um bom emprego numa multinacional. 
Assim que o casal aterrissou no emirado, em 2005, as apreensões 
desapareceram. "Parecia uma Disneylândia para adultos, 
com o xeque Mohammed no papel de Mickey", relembra.
"A vida era fantástica". Não tardou muito e Daniel, o marido de Karen, comprou dois imóveis. Mas, pela primeira vez na vida, ele se embaralhou nas finanças. Karen começou a estranhar as confusões financeiras do marido.
Passado um ano, descobriu que Daniel tinha um tumor maligno 
no cérebro. "Até então, eu não sabia nada a respeito das leis de Dubai, imaginei que o sistema local deveria ser parecido com o do Canadá, ou de qualquer outra democracia liberal". Ninguém lhe havia contado que em 
Dubai não existe o conceito falência. Quem se endividar e não tiver como pagar vai para a cadeia. 
Em Dubai, quando um funcionário larga o emprego, o empregador tem o dever de comunicar o fato ao seu banco. Caso tenha dívida em aberto, todas suas contas são bloqueadas e ele fica proibido de sair do país. "De repente, nossos cartões de crédito pararam de funcionar. Fomos despejados do nosso apartamento e não tínhamos mais nada". Daniel foi preso no dia do despejo, condenado a seis meses de prisão diante de uma corte que só falava árabe, sem tradução. 
"Agora estou aqui, sem nada, aguardando que ele saia da prisão", explica a mulher. Karen dorme dentro de um Range Rover há meses, no estacionamento de um dos hotéis mais chiques de Dubai, graças à caridade dos funcionários bengaleses, que não tiveram coragem de expulsá-la. 
O caso de Karen não é único. Por toda a cidade existem imigrados dormindo clandestinamente nas dunas de areia, no aeroporto ou no próprio carro. "É preciso entender que em Dubai nada é o que aparenta ser", resume a canadense. "Você é atraído pela idéia de um lugar moderno, mas por trás dessa fachada o que temos é uma ditadura medieval."
Trinta anos atrás, quase toda a área onde se ergue hoje o emirado de
Dubai era deserta. Foi quando os ingleses bateram em retirada; a dominavam desde o século XVIII. Até que em 1971, Dubai se juntou a seis pequenos estados vizinhos e formaram a federação dos Emirados Árabes Unidos. A retirada britânica coincidiu com a descoberta de generosos lençóis de petróleo na região.        
Al Maktoum decidiu fazer o deserto enriquecer. Planejou construir uma 
cidade que se tornasse o centro do turismo e de serviços financeiros, atraindo dinheiro e profissionais do mundo inteiro. Convidou o mundo a seu paraíso fiscal - e o mundo veio, esmagando os habitantes locais, que agora representam só 5% da população total de Dubai.
Em apenas tres décadas uma cidade inteira surgiu do nada. Um salto do 
século XVIII para o século XXI em apenas uma geração.
Toda as noite os milhares de peões estrangeiros que constroem Dubai são levados dos canteiros de obras para uma imensidão de concreto, em pleno deserto, distante uma hora da cidade. Ali permanecem isolados. São levados em ônibus fechados, que funcionam como estufas no calor do deserto. São cerca de 300 mil homens que moram amontoados. 
Nesse local que fede a esgoto e suor e que foi o primeiro acampamento que visitei, logo fui cercado por moradores, ávidos para desabafar com quem se dispusesse a ouvi-los. 
Depois de muito ouvir, indago se o grupo se arrepende de ter vindo. Todos olham para baixo. Depois de um tempo, alguém rompe o silêncio: "Sinto saudade de meu país, da minha família, da minha terra. Aqui, não dá para plantar nada. Só tem petróleo e obras." 
Um cidadão inglês que trabalhou no setor de construção me disse: 
"Ocorrem inúmeros suicídios nos acampamentos e nas obras, mas ninguém quer tocar no assunto. Dizem que foi acidente." 
Um estudo da ONG Human Rights Watch revelou que existe um ocultamento da real extensão das mortes causadas pela exposição ao calor, excesso de trabalho e os suicídios. 
Na distância, a cintilante silhueta de Dubai se ergue indiferente. 
O dia tem sempre a mesma luminosidade artificial, o mesmo piso brilhante, as mesmas grifes de luxo globais. Neles, Dubai se reduz à sua 
essência: compras e mais compras. 
Como se sente o cidadão local diante da ocupação de seu país por
estrangeiros? Quando abordados, as mulheres se calam e os homens se ofendem, respondendo secamente que está tudo bem.
Concluo que não é prudente sair perguntando essas coisas para dubaienses. Dubai não é apenas uma cidade vivendo além de seus recursos financeiros. O emirado vive além de seus recursos ecológicos. Dubai bebe o mar. A água dos emirados, dessalinizada em fábricas espalhadas por todo o Golfo, é a mais cara do planeta. Segundo Dr. Raouf, caso a recessão se transforme em depressão, Dubai pode ficar desabastecida. O aquecimento global piora ainda mais a situação.
"Estamos construindo todas essas ilhas artificais, mas se o nível do mar subir afunda tudo.." 
Na minha última noite no emirado, já a caminho do aeroporto, parei numa pizzaria perdida em meio às autoestradas. Pergunto à moça 
filipina do balcão se ela gosta do lugar. "Gosto", diz ela, inicialmente. "Pois eu detesto", rebato. Ela concorda e desabafa: "Demorei alguns meses para perceber que tudo aqui é falso. Tudo. As palmeiras são falsas, os contratos de trabalho são falsos, as ilhas são falsas, os sorrisos são falsos.. Dubai é como uma miragem. Você acha que avistou água, mas quando chega perto vê que é só areia." 
O estacionamento do aeroporto está repleto de carros de luxo, não quitados, abandonados por pessoas que voltaram aos seus países de origem.
(Segundo a reportagem alguns nomes nesse artigo foram modificados) 
O artigo é bem mais extenso, mas cuidei em resumir a reportagem de Johann Hari, sem furtar ao leitor entender o que é, de fato, esse 
paraíso, chamado Dubai.
Lucelena Maia/ Revista Piauí 

O Presidente fala como um gentleman



(Giulio Sanmartini) No dia 3 de fevereiro estando no Rio de Janeiro, o presidente Lula disse animado, extasiado, suado e alucinado, que construiria 1 milhão de casas até o fim do seu mandato: “Pensamos em 200 mil, eu disse que queria fazer 500 mil e agora já estou com vontade de fazer um milhão de casas até 2010. Assim que o programa estiver bom, vamos fazer, porque a construção civil é uma área extremamente importante para gerar empregos e dinamizar a economia e, sobretudo, porque tem a mão-de-obra menos especializada no Brasil”. Faltou um assessor que tivesse a coragem de dizer-lhe que isso será impossível, por razões de logística e infra-estrutura, portanto permitiu que Lula, mais uma vez, praticasse o estelionato político eleitoreiro.
Como era de se esperar, o programa é um fracasso, haja vista que entre março e novembro foram construídas somente 176 mil moradias. Por esse motivo o assunto saiu da pauta das euforias presidenciais.
Mas ao que tudo indica, nessa quarta feira (9/12), a manguaça deve ter corrido solta em São Luiz do Maranhão, com o presidente “inaugurando” assinatura de contratos do programa Minha Casa Minha Vida, pois Lula largou tudo para lá e esqueceu sua posição de presidente em comício  na  cidade comandada pelo prefeito tucano João Castelo:
“Eu não quero saber se o João Castelo é do PSDB, não quero saber se o outro é do PFL, não quero saber se é do PT, eu quero saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra. Esse é o dado concreto – declarou o presidente, para em seguida criticar de maneira antecipada a possível reação de parte da mídia ao uso do palavrão. – Lógico que eu falei um palavrão aqui, amanhã os comentaristas dos grandes jornais vão dizer que o Lula falou um palavrão, mas eu tenho consciência de que eles falam mais palavrão do que eu todo dia e tenho consciência de como é que vive o povo pobre desse país e por isso queremos mudar a história desse país.”
O presidente da República Federativa do Brasil é um verdadeiro fidalgo, o que estraga é a “marvada”
Publicado por Adriana Vandoni

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mercosul, palanque para Chavez e o Apedeuta aplaude


Esperavam apenas uma reunião inútil, com pauta medíocre, nenhuma decisão importante e nenhum problema resolvido, mas a 38ª Conferência de Cúpula do Mercosul, na terça-feira, em Montevidéu, foi pior que isso. Terminou como sessão de circo mambembe, com um longo e ominoso discurso do presidente Hugo Chávez e com uma declaração de repúdio às eleições em Honduras, assinada pelos presidentes dos quatro países sócios do bloco, mais o líder bolivariano. Serviu, além disso, para se dar sobrevida a uma aberração, a lista de exceções à Tarifa Externa Comum (TEC). Vai durar mais um ano, até o fim de 2011. A prorrogação foi proposta pela presidente argentina, Cristina Kirchner, e de novo o presidente Lula baixou a cabeça, embora a decisão contrariasse posição explícita do governo brasileiro. Editorial O Estado de S. Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o encontro para prometer ao colega Chávez a aprovação do ingresso da Venezuela no Mercosul. Com um dia de antecedência, arriscou-se a anunciar o resultado da votação final no Senado, prevista para ontem. O presidente da Venezuela cobrou a aprovação também pelo Congresso do Paraguai. Os parlamentares argentinos e uruguaios já haviam admitido a entrada do quinto sócio.

Contrariando seus hábitos, Lula falou pouco - um discurso de apenas 10 minutos de duração. Chávez, ainda na condição de convidado, foi fiel a seus padrões. Falou durante 25 minutos e não tratou de um só tema relevante para o Mercosul. Voltou a criticar o acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos e mencionou sinais de movimentação em bases de Curaçau e de Aruba. Acusou o governo americano de pretender declarar guerra a toda a América do Sul. O presidente Barack Obama, acrescentou, não foi "lento nem preguiçoso" em recorrer às políticas do passado, contrariando a promessa de mudanças. Falou sobre a situação de Honduras, dissertou sobre o risco de golpes na região e mencionou, aparentemente brincando, a hipótese de ter de pedir abrigo na Embaixada do Brasil, como fez o deposto Manuel Zelaya em seu retorno clandestino a Tegucigalpa.

O presidente da Venezuela comprovou mais uma vez, nesses 25 minutos, a sensatez dos opositores de seu ingresso no Mercosul. Nunca se fez oposição à admissão do Estado venezuelano, mas sim à participação de um governante como Chávez nas deliberações do bloco. O discurso foi mais uma demonstração do real objetivo de sua política regional: criar uma plataforma para a realização de suas ambições e um palanque para seus comícios. A vocação autoritária do líder bolivariano requer a criação de inimigos externos, como Estados Unidos e Colômbia, e o envolvimento do Mercosul em suas manobras foi sempre uma intenção evidente de Chávez.

Em seu discurso, o presidente Lula defendeu a admissão da Venezuela como forma de agregar escala e complementaridade à economia do Mercosul. Mas argumentos desse tipo são frágeis, quando, com a ampliação, o bloco sujeitará suas deliberações ao poder de veto de Hugo Chávez e passará a ser usado para os fins de uma política exterior agressiva e desagregadora.

Tudo isso o próprio Chávez já demonstrara mais de uma vez, ao participar de reuniões do Mercosul como convidado. Ao criar a Alba, sua alternativa bolivariana, o presidente da Venezuela formou um Exército Brancaleone, apenas suficiente para emoldurar sua liderança agressiva.

O Mercosul atual pode servir aos propósitos políticos de Chávez, mas não aos interesses da economia brasileira. Não funciona sequer como zona de livre comércio e é obstáculo a uma inserção mais efetiva no mercado global. A reunião de Montevidéu serviu para novas cobranças ao governo brasileiro. A presidente Cristina Kirchner, secundada pelo colega paraguaio, defendeu indiretamente sua política protecionista, situou a Argentina entre as economias menores e cobrou iniciativas do Brasil para corrigir as famigeradas assimetrias. Não mencionou, naturalmente, o baixo empenho da indústria argentina em investir e ganhar competitividade.

O presidente Lula, como sempre, ficou calado. Quando chegar a hora de agir, cederá mais uma vez. É a sua forma de pagar por uma liderança imaginária. A contrapartida nunca apareceu. 
O Estado de S. Paulo


MUJICA APROXIMA-SE DE CHÁVEZ
Presidente eleito do Uruguai diz que pretende "relançar" relações entre os dois governos

O presidente eleito do Uruguai, José "Pepe" Mujica, disse ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que pretende "relançar" as relações entre os dois países. Durante a disputa eleitoral, a direita uruguaia acusou o ex-guerrilheiro de ser "chavista", embora durante sua campanha Mujica tenha preferido se distanciar de Chávez e enfatizar suas afinidades com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre segunda e terça-feira, Mujica reuniu-se privadamente com todos os presidentes que participaram da cúpula do Mercosul, incluindo Lula, a presidente argentina, Cristina Kirchner, e o líder paraguaio, Fernando Lugo. Mas Chávez acompanhou Mujica em ato público em uma fábrica de vidros que teve o financiamento de Caracas.

Mujica, que toma posse em março, agradeceu o apoio de Chávez e do povo venezuelano. "Sempre reconheceremos aqueles que nos estendem a mão", afirmou. Chávez prometeu ampliar os vínculos com o novo governo uruguaio e aumentar a cooperação com os setores produtivos.

Chávez disse ainda que gostaria de ter combatido sob as ordens do ex-guerrilheiro uruguaio. "Teria ficado honrado de ser soldado nos batalhões que "Pepe" comandou naquela época, nas lutas no Uruguai e na nossa América", afirmou o venezuelano em referência ao período em que Mujica militou no grupo guerrilheiro Tupamaro.

A vitória de Mujica representou a continuidade de um governo de esquerda que já havia estreitado os laços de Montevidéu com Caracas. Durante o encontro, Chávez ressaltou o acordo fechado com o atual presidente uruguaio, Tabaré Vásquez, de garantir "todo o fornecimento de petróleo e gás que o país precisar nos próximos cinco anos". 
Efe, AFP e Reuters, Montevidéu via O Estado de S. Paulo

Buarque e Dilma Roussef (prof. Olavo de Carvalho)

Uma estátua equestre para Lula !!



Por Demétrio Magnoli (*)

Tirando a espuma, o filme Lula, o Filho do Brasil não passa de mais uma versão da fábula do indivíduo virtuoso que, arrostando a adversidade extrema, luta, persevera e triunfa montado apenas nos seus próprios esforços. Como cada um encontra aquilo que procura, o fiel extrai dessa fábula uma lição singela sobre a intervenção misteriosa da providência, enquanto o doutrinário liberal nela encontra o argumento clássico em defesa do princípio do mérito individual. Nenhuma das interpretações se amolda ao pensamento de esquerda, que se articula ao redor das noções de circunstância histórica e sujeito social. Lula, o Filho do Brasil é uma narrativa avessa ao programa do PT.

A espuma é vital. O livro homônimo de Denise Paraná, inspiração original do filme, apresenta Lula como personificação de um ator coletivo que é a classe trabalhadora. A obra mais cara da história do cinema brasileiro rejeita a metáfora esquerdista, substituindo-a por outra, nacionalista. Lula é o Brasil do futuro, que emerge purificado do pântano do sofrimento - eis a mensagem de Lula, o Filho do Brasil. Já se escreveu abundantemente sobre as óbvias finalidades eleitorais da hagiografia produzida pela família Barreto. Mas passou-se ao largo do seu sentido político profundo: o filme condena o PT à vassalagem.

No Palácio de Versalhes, uma imagem que simboliza a França abençoa o leito real de Luís XIV. As monarquias absolutas foram modernas no seu tempo, pois produziram um imaginário nacional. O maior dos soberanos Bourbon completou a tarefa de subordinação da nobreza ao poder central, suprimindo os privilégios políticos dos senhores e convertendo-os em cortesãos. Quando se curvavam diante do rei, os nobres domesticados estavam reverenciando a França. Lula, o Filho do Brasil funciona como instrumento de domesticação do PT, impondo a seus dirigentes e militantes a obrigação de se curvar diante de Lula. Não há, porém, nada de moderno nisso.

A República é a nação sem a figura do soberano, cujo lugar passa a ser ocupado pelo povo. As tiranias republicanas, nas suas modalidades fascistas, comunistas ou caudilhistas, desviam-se patologicamente desse modelo despersonificado da nação. Elas têm um pendor irresistível a erguer estátuas de líderes vivos, que cumprem o papel de lugares de culto. Lula, o Filho do Brasil é a coisa mais parecida com uma estátua equestre de Lula que se pode produzir no Brasil do século 21. Mas, como as instituições políticas da democracia estão de pé, o culto ao líder vivo não se espraia além de um círculo restrito formado essencialmente pelo partido que dele depende.

O PT original viu-se a si mesmo como um projeto coletivo de transformação do Brasil. Lula seria apenas uma face, relevante, mas circunstancial, da caminhada redentora do povo trabalhador. O livro de Denise Paraná inscreve-se nessa visão e, não por acaso, termina com a prisão de Lula em 1980: depois dela começaria uma outra história, que é a do PT. Na ala esquerda petista, enxergou-se Lula como um inconveniente inevitável, mas passageiro, na senda da revolução socialista. No outro extremo do partido, num passado não tão distante, dirigentes como José Genoino e Antonio Palocci procuraram alternativas mais "presidenciais" à figura rombuda do sindicalista do ABC. Todos eles fracassaram, nos planos prático e simbólico. Lula, o Filho do Brasil salta diretamente da prisão de Lula para a festa da posse na Presidência, colocando entre parêntesis a história inteira do PT. O filme chegará ao público juntamente com a homologação da candidatura de Dilma Rousseff, ungida por Lula na base do dedazo, nome que os mexicanos deram à indicação presidencial dos sucessores nos tempos da hegemonia do PRI.

Na vida real, o "filho do Brasil" nutriu desprezo completo pelos partidos e correntes de esquerda, algo bem documentado em depoimentos e entrevistas. Indignado com a mistificação cinematográfica dos Barretos, César Benjamim relatou, em artigo publicado pela Folha de S.Paulo, que Lula se gabou durante a campanha presidencial de 1994 de ter tentado currar um "menino do MEP", preso político com quem dividiu uma cela no Deops. O filme é uma curra consumada: a violação da narrativa canônica do PT e sua substituição por uma história de cartolina na qual a redenção se identifica com a trajetória do líder providencial.

Lula, o Filho do Brasil tem todos os traços de cinema oficial. A obra foi financiada por empresas com vultosos contratos públicos e sua versão final acolheu sugestões provenientes do entourage presidencial. Segundo os que o viram, é um mau filme, mesmo se analisado nos seus próprios termos. Ele não provoca uma empatia firme nem desata turbilhões emocionais. Dificilmente terá impacto eleitoral significativo. Mas, antes ainda da estreia formal, cumpre a função mais sutil de domesticação simbólica dos petistas.

Na corte de Luís XIV, um sistema sofisticado de regras de precedência e de etiqueta regulava as relações entre o soberano e os nobres cortesãos. No seu conjunto, aquelas regras tinham a finalidade de atestar continuamente a fidelidade à figura real, que personificava a França. A primeira pré-estreia de Lula, o Filho do Brasil, destinada a ministros, diretores de fundos de pensão e altos dirigentes petistas, obedeceu a um improvisado sistema similar. Programam-se sessões especiais para intelectuais, artistas, sindicalistas e militantes, já convocados a "prestigiar" o filme. Todos, cada um a seu momento, devem fazer a genuflexão diante da nova ordem da história.

Golbery do Couto e Silva, o "mago" da ditadura militar e da abertura política, profetizou certa vez que Lula cumpriria a missão histórica de destruir a esquerda no Brasil. Se vivo, ele daria um jeito de assistir escondido ao espetáculo proporcionado pelo público de uma dessas pré-estreias voltadas para a corte petista.

(*) Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091210/not_imp479618,0.php

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Listas dos movimentos subversivos no período militar


Algumas Organizações Subversivas do Período Militar:

- AÇAO LIBERTADORA NACIONAL (ALN)
- ANTES: ALA MARIGHELA E AC/SP (AGRUPAMENTO COMUNISTA DE SAO PAULO)
- AÇAO POPULAR (AP)
- DEPOIS: AÇAO POPULAR MARXISTA LENINISTA (APML); AÇAO POPULAR MARXISTA LENINISTA DO BRASIL (APML do B)
- AÇAO POPULAR MARXISTA LENINISTA SOCIALISTA (APML SOC)
- AGRUPAMENTO COMUNISTA DE SAO PAULO (AC/SP)
- ALA MARIGHELA
- ALA PRESTES
- ALA VERMELHA (AV)
- ALIANÇA DE LIBERTAÇAO PROLETARIA (ALP)
- ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA (ANL)
- ALICERCE DA JUVENTUDE SOCIALISTA (AJS): DA CS
- COLETIVO AUTONOMISTA (CA)
- COLETIVO GREGORIO BEZERRA = VER PLP
- COMANDO DE LIBERTAÇAO NACIONAL (COLINA)
- COMITE LUIZ CARLOS PRESTES (CLCP)
- COMITE DE LIGAÇAO DOS TROTSKISTAS BRASILEIROS (CLTB)
- COMITE DE ORGANIZAÇAO PARA RECONSTRUÇAO DA QUARTA INTERNACIONAL (CORQI)
- CONVERGENCIA SOCIALISTA (CS)
- CORRENTE REVOLUCIONARIA NACIONAL (CORRENTE)
- DEMOCRACIA SOCIALISTA (DS)
- DISSIDENCIA DA DISSIDENCIA (DDD)
- DISSIDENCIA DA GUANABARA (DI/GB)
- DEPOIS: MOVIMENTO REVOLUCIONARIO OITO DE OUTUBRO (2º) (MR-8)
- DISSIDENCIA LENINISTA DO RIO GRANDE DO SUL (DL/RS)
- DISSIDENCIA DE NITEROI (DI/NIT)
- DEPOIS: MORELN; DEPOIS: MR-8 (1º)
- DISSIDENCIA DE SAO PAULO (DI/SP)
- DISSIDENCIA DA VAR-PALMARES (DVP)
- DEPOIS: LIGA OPERARIA (LO) = GRUPO UNIDADE (GU)
- FORÇA ARMADA DE LIBERTAÇAO NACIONAL (FALN)
- DE RIBEIRAO PRETO/SP
- FORÇA DE LIBERTAÇAO NACIONAL (FLN)
- FRENTE BRASILEIRA DE INFORMAÇOES (FBI)
- FRENTE REVOLUCIONARIA POPULAR (FREP)
- FRAÇAO BOLCHEVIQUE (FB)
- FRAÇAO BOLCHEVIQUE DA POLITICA OPERARIA (FB-PO) = GRUPO CAMPANHA
- FRAÇAO BOLCHEVIQUE TROTSKISTA (FBT)
- FRAÇAO LENINISTA PELA RECONSTRUÇAO DO PARTIDO (FLRP)
- FRAÇAO LENINISTA TROTSKISTA (FLT)
- FRAÇAO OPERARIA COMUNISTA (FOC)
- FRAÇAO OPERARIA TROTSKISTA (FOT)
- FRAÇAO QUARTA INTERNACIONAL (FQI)
- FRAÇAO UNITARIA PELA RECONSTRUÇAO DO PARTIDO (FURP)
- FRENTE DE AÇAO REVOLUCIONARIA BRASILEIRA (FARB)
- FRENTE DEMOCRATICA DE LIBERTAÇAO NACIONAL (FDLN)
- FRENTE DE MOBILIZAÇAO REVOLUCIONARIA (FMR)
- GRUPO BOLCHEVIQUE LENIN (GBL)
- GRUPO CAMPANHA = FB-PO
- GRUPO FRACIONISTA TROTSKISTA (GFT)
- GRUPO INDEPENDENCIA OU MORTE (GIM)
- DEPOIS: RESISTENCIA ARMADA NACIONAL (RAN)
- GRUPO POLITICO REVOLUCIONARIO (GPR)
- GRUPO TACAPE (DO PCDOB)
- JUNTA DE COORDENAÇAO REVOLUCIONARIA (JCR)
-- LIGA DE AÇAO REVOLUCIONARIA (LAR)
- LIGA COMUNISTA INTERNACIONALISTA (LCI)
- LIGA OPERARIA (LO)
- LIGA OPERARIA E CAMPONESA (LOC)
- LIGA SOCIALISTA INDEPENDENTE (LSI)
- LIGAS CAMPONESAS
- MOVIMENTO DE AÇAO REVOLUCIONARIA (MAR)
- MOVIMENTO DE AÇAO SOCIALISTA (MAS)
-MOVIMENTOCOMUNISTA INTERNACIONALISTA (MCI)
-MOVIMENTO COMUNISTA REVOLUCIONARIO (MCR)
-MOVIMENTO PELA EMANCIPAÇAO DO PROLETARIADO (MEP)
- MOVIMENTO DE LIBERTAÇAO POPULAR (MOLIPO)
-MOVIMENTO NACIONALISTA REVOLUCIONARIO (MNR)
- MOVIMENTO OPERARIO DE LIBERTAÇAO (MOL)
- MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇAO (MPL)
- MOVIMENTO POPULAR REVOLUCIONARIO (MPR)
- MOVIMENTO PELA REVOLUÇAO PROLETARIA (MRP)
- MOVIMENTO REVOLUCIONARIO DE LIBERTAÇAO NACIONAL (MORELN)
- ANTES: DISSIDENCIA DE NITEROI (DI/NIT); DEPOIS: MOVIMENTO REVOLUCIONARIO OITO DE OUTUBRO (1º) (MR-8)
- MOVIMENTO REVOLUCIONARIO MARXISTA (MRM)
- DEPOIS: ORGANIZAÇAO PARTIDARIA CLASSE OPERARIA REVOLUCIONARIA (OPCOR)
- MOVIMENTO REVOLUCIONARIO NACIONAL
- MOVIMENTO REVOLUCIONARIO OITO DE OUTUBRO (1º) (MR-8)
- ANTES: DISSIDENCIA DE NITEROI (DI/NIT) E MOVIMENTO REVOLUCIONARIO DE LIBERTAÇAO NACIONAL (MORELN)
- MOVIMENTO REVOLUCIONARIO OITO DE OUTUBRO (2º) (MR-8)
- ANTES: DISSIDENCIA DA GUANABARA (DI/GB)
- MOVIMENTO REVOLUCIONARIO 4 DE NOVEMBRO (MR-4)
- MOVIMENTO REVOLUCIONARIO VINTE E SEIS DE MARÇO (MR-26)
- MOVIMENTO REVOLUCIONARIO TIRADENTES (MRT)
- MTS
- MARX, MAO, MARIGHELA - GUEVARA (M3G)
- NUCLEO COMBATE BRASILEIRO (NCB)
- NUCLEO MARXISTA-LENINISTA (NML)
- ORGANIZAÇAO DE COMBATE MARXISTA LENINISTA - POLITICA OPERARIA (OCML-PO)
- ORGANIZAÇAO COMUNISTA DEMOCRACIA PROLETARIA (OCDP)
- ORGANIZAÇAO COMUNISTA PRIMEIRO DE MAIO (OC-1º MAIO)
- ORGANIZAÇAO COMUNISTA DO SUL (OCS)
- ORGANIZAÇAO MARXISTA BRASILEIRA (OMB)
- ORGANIZAÇAO DE MOBILIZAÇAO OPERARIA (OMO)
- ORGANIZAÇAO PARTIDARIA CLASSE OPERARIA REVOLUCIONARIA (OPCOR)
- ANTES: MOVIMENTO REVOLUCIONARIO MARXISTA (MRM)
- ORGANIZAÇAO QUARTA INTERNACIONAL (OQI)
- ORGANIZAÇAO REVOLUCIONARIA MARXISTA - DEMOCRACIA SOCIALISTA (ORM-DS)
- ORGANIZAÇAO REVOLUCIONARIA TROTSKISTA (ORT)
- ORGANIZAÇAO SOCIALISTA INTERNACIONALISTA (OSI)
- OUTUBRO
- PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB) (AGO 61)
- PARTIDO COMUNISTA - SEÇAO BRASILEIRA DA INTERNACIONAL COMUNISTA (PC-SBIC)
- 01 AGO 34: PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PCB)
- PARTIDO COMUNISTA BRASI
  • 3 semanas atrás

Detalhes Adicionais

PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PCB)
- PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO REVOLUCIONARIO (PCBR)
- PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PCdoB)
- PARTIDO COMUNISTA MARXISTA LENINISTA (PCML)
- PARTIDO COMUNISTA NOVO (PCN)
- PARTIDO COMUNISTA REVOLUCIONARIO (PCR)
- PARTIDO DA LIBERTAÇAO PROLETARIA (PLP)
- 90: É O NOVO NOME DO COLETIVO GREGORIO BEZERRA (CGB)
- PARTIDO OPERARIO COMUNISTA (POC)
- DEPOIS: PARTIDO OPERARIO COMUNISTA - COMBATE (POC-C)
- PARTIDO OPERARIO INDEPENDENTE (POI)
- PARTIDO OPERARIO LENINISTA (POL)
- PARTIDO OPERARIO REVOLUCIONARIO TROTSKISTA (PORT)
- PARTIDO OPERARIO SOCIALISTA (POS)
- PARTIDO DA REVOLUÇAO OPERARIA (PRO)
- PARTIDO REVOLUCIONARIO COMUNISTA (PRC)
- PARTIDO REVOLUCIONARIO DO PROLETARIADO (PRP)
- PARTIDO REVOLUCIONARIO DOS TRABALHADORES (PRT)
- PARTIDO REVOLUCIONARIO TROTSKISTA (PRT)
- PARTIDO SOCIALISTA REVOLUCIONARIO (PSR)
- PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES (PST)
- PARTIDO UNIFICADO DO PROLETARIADO BRASILEIRO (PUPB)
- POLITICA OPERARIA (POLOP; PO)
3 semanas atrás
- PONTO DE PARTIDA (PP)
- RECONSTRUÇAO DO PARTIDO COMUNISTA (RPC)
- RESISTENCIA ARMADA NACIONAL (RAN)
- ANTES: GRUPO INDEPENDENCIA OU MORTE (GIM)
- RESISTENCIA NACIONAL DEMOCRATICA POPULAR (REDE; RNDP)
- SECRETARIADO INTERNACIONAL (SI)
- SECRETARIADO UNIFICADO (SU)
- TENDENCIA BOLCHEVIQUE (TB)
- TENDENCIA LENINISTA DA AÇAO LIBERTADORA NACIONAL (TL/ALN)
- TENDENCIA LENINISTA TROTSKISTA (TLT)
- TENDENCIA MAJORITARIA INTERNACIONAL (TMI)
- TENDENCIA PROLETARIA DA DEMOCRACIA SOCIALISTA (TP/DS)
- TENDENCIA QUARTA INTERNACIONAL (TQI)
- TENDENCIA TROTSKISTA (TT)
- O TRABALHO NA LUTA PELO SOCIALISMO (OT-LPS)
- O TRABALHO PELA QUARTA INTERNACIONAL (OT-QI)
- UNIAO DOS COMUNISTAS BRASILEIROS (UCB)
- UNIAO MARXIMALISTA (UM)
- UNIAO MARXISTA LENINISTA (UML)
- UNIAO SOCIALISTA POPULAR (USP)
- UNIDADE COMUNISTA (UC)
- VANGUARDA ARMADA REVOLUCIONARIA - PALMARES (VAR; VAR-P; VAR-PAL)
- VANGUARDA POPULAR REVOLUCIONARIA (VPR)
- VANGUARDA SOCIALISTA (VS)
- VERTENTE SOCIALISTA (VERSO)

Ordem de Cristo


Ordem de Cristo é uma ordem religiosa e militar, criada no século XIV a partir da extinção da Ordem dos Cavaleiros Templários, e herdeira das propriedades e privilégios desta.
Antecedentes e criação
Nos séculos XII e XIII, a Ordem dos Templários ajudou os portugueses nas batalhascontra os muçulmanos, recebendo como recompensa extensos domínios e poderpolítico. Os castelosigrejas e povoados prosperaram sob a sua protecção. Em 1314, o papa Clemente V foi forçado a suprimir esta rica e poderosa ordem, tendo D. Dinislogrado transferir para a Ordem de Cristo as propriedades e privilégios dos Templários.
OrdemilitarA Ordem de Cristo foi assim criada em Portugal como Ordo Militiae Jesu Christo pela bula Ad ae exquibus de 15 de março de 1319 pelo papa João XXII, sendo rei D. Dinis, pouco depois da extinção da Ordem do Templo. «Tratava-se de refundar a Ordem do Templo que anterior bula papal de Clemente V havia condenado à extinção» .
Diz a mesma obra: «Em Portugal, os bens dos Templários ficaram «reservados» por iniciativa do rei, transitando para a coroa entre 1309 e 1310, enquanto decorria o «processo», não sem que o monarca rejeitasse o administrador nomeado por Clemente V - Estêvão de Lisboa. Esses mesmos bens passaram indemnes para a nova congregação em 26 de novembro de 1319, sendo que o papa concedera a excepção aos reis de Castela e Leão, Aragão e Portugal, que se coligaram para contrariar a execução da medida que ordenava a sua transferência para a Ordem do Hospital
A nova Ordem surgia, assim como uma reforma dos Templários. Tudo mudou, para ficar mais ou menos na mesma. O hábito era o mesmo, a insígnia também, com uma ligeira alteração, e os bens, transmitidos pelo monarca, correspondiam aos bens templários. «Foi-lhe dada a regra cisterciense», continua a mesma Enciclopédia, «e nomeado mestre D. Gil Martins, igualmente mestre da Ordem de Avis, que adoptara a regra cisterciense, com a determinação de que os novos monges elegessem seu próprio mestre, depois da morte daquele. O superior espiritual da Ordem de Cristo era o abade de Alcobaça. Foi-lhe concedida como sede o castelo de Castro Marim; mas em1357 já a sede tinha sido instalada em Tomar, anterior sede templária.»

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As viagens marítimas
11 de junho de 1421, um capítulo reunido em Tomar adoptou como regra da Ordem de Cristo a da Ordem de Calatrava, o que resolvia quaisquer pendências de natureza espiritual e de obediência, mantendo-se na esfera da cavalaria.
O cargo de mestre passara após 1417 a ser exercido por membros da Casa Real, que se passaram a nomear administradores e governadores por nomeação papal.
O primeiro foi o infante D. Henrique, «que a encaminhou para o que parecia ser sua «missão» inicial, a de conquista da Ásia, através das viagens marítimas, que a própria ordem financiou.»
Os ideais da expansão cristã reacenderam-se no século XV quando seu Grão-Mestre, Infante D. Henrique, investiu os rendimentos da Ordem na exploração marítima. O emblema da ordem, a Cruz da Ordem de Cristo, adornava as velas das caravelas que exploravam os mares desconhecidos.
Presença da Cruz da Ordem de Cristo
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Bandeira de Cananéia
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Bandeira Prefeitura de São Paulo
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Brasão São Sebastião
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Brasão Porto Alegre
BrasaoAngraDosReis
Brasão Angra dos Reis
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Bandeira Pelotas
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Bandeira de São Vicente
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Brasão Praia Grande
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Brasão Florianópolis
Brasao_paranagua
Brasão Paranaguá  


 
Brasão Cajamar
 
Brasão Louveira
 
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