Paulo Carvalho Espíndola, Coronel Reformado.
Estamos assistindo uma tragédia no Rio de Janeiro da qual não temos ideia das suas origens e do quê a provocou.
A imprensa internacional não perdeu tempo em acusar as autoridades governamentais pelo drama, deixando dúvidas quanto à capacidade do Brasil em sediar eventos como uma Copa do Mundo e uma Olimpíada. Não a recrimino. De todo modo o poder público tem sua culpa. Isso, na verdade, não é coisa de agora. É omissão antiga que o passar dos anos tornou-se parte da rotina.
Quem fiscaliza o quê no Brasil?
Vejo na televisão os “especialistas” opinarem sobre a possibilidade de uma obra ilegal em um dos prédios ter provocado a tragédia. Por que ilegal? Ah, pelo fato de que a obra não ter sido regularizada no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura).
Vi, também, um douto do CREA dizer que faltou no caso, como em inúmeras obras pelo país afora, o estabelecimento de uma taxa que teria provido a legalização necessária. Taxa cujo custo depende do tamanho da obra.
Em última análise, o que é o CREA?
Trata-se de uma entidade classista pura e simplesmente.
Por similitude, se alguém quiser criar uma empresa de transporte teria que pedir autorização a um sindicato ligado aos transportes?
Por que o CREA tem todo esse poder? Onde está o Estado para disciplinar, fiscalizar e colocar ordem em tudo isso? Por que uma entidade classista manda e desmanda na construção civil, ocupando o lugar do Estado? Não sei, mas isso tem um péssimo cheiro.
O mesmo se aplica à famigerada OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que interfere em tudo, xeretando na política e em tudo, eclipsando até o Ministério Público, a quem cabe fazê-lo. O que é a OAB? Simplesmente uma entidade classista.
Tem razão a imprensa internacional. Pagamos IPTU e vemos milhares de brasileiros vivendo sem nenhuma qualidade de vida, sujeitos a enchentes e perdendo tudo. Pagamos INSS e os próprios dirigentes desse órgão aconselham-nos a fazer um plano de previdência particular.
O Estado é um omisso, a não ser com os mensaleiros e o ministros corruptos que sangram o orçamento. Não lhe cabe fiscalizar e disciplinar nada nessa prática odiosa que nos tange como cordeirinhos. Deixe que os CREA e OAB disciplinem tudo.
Dilma, a ”presidenta”, deixou de comparecer ao Fórum de Davos, onde se discute o futuro da economia mundial, para participar do Fórum Social de Porto Alegre, reunião em que está o MST, as FARC e um bando de baderneiros mais preocupados em farra e cachaça.
Penso em trocar o vaso sanitário do meu banheiro. Vou pagar a taxa que cobra o CREA e pedir que a “presidenta” o inaugure.
Vou ficar mais pobre, mas feliz.
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